O rápido crescimento do processamento distribuído ajusta-se à realidade atual, onde a informação pode ser armazenada e processada em pontos distintos, geograficamente separados em grande heterogeneidade de meios. O desenvolvimento tecnológico possibilita a produção de máquinas menores e mais rápidas, e isso também colabora para essa distribuição. A redução dos custos e dos tempos de desenvolvimento coopera do mesmo modo.
Nesse contexto, o paradigma da orientação a objetos é a abordagem mais apropriada ao desenvolvimento da tecnologia para suportar a computação distribuída, oferecendo soluções para problemas originados pela heterogeneidade, gerenciamento de configuração, contabilidade, monitoramento, etc, os quais tornam-se críticos numa distribuição em larga escala. Essa abordagem esta sendo utilizada por sólidos organismos de padronização, como por exemplo, pela ISO, ITU-T, APM e OSF.
Visando uma padronização para as plataformas que vão solucionar os problemas do processamento distribuído, a ISO, juntamente com a ITU-T, vem desenvolvendo um Modelo de Referência para ODP ( Open Distributed Processing ).
Dentre as várias plataformas existentes, a CORBA ( Common ORB Architecture ) afigura-se como uma das mais adequadas. A especificação dessa plataforma, entretanto, permite um alto grau de liberdade na sua implementação.
Nas próximas páginas deste trabalho serão apresentados os conceitos básicos da CORBA, as necessidades decorrentes do suporte à interoperabilidade e uma idéia da transparência de realocação entre ORBs interoperantes.