Segurança

 

           

    Navegar pela Internet através de redes wireless traz consigo um alto nível de risco, visto que estas são extremamente sucessíveis a ataques. É então importante que, em um protocolo de roteamento, os componentes possam ter certeza de que as mensagens que recebem estão vindo do local correto e com o mesmo conteúdo com o qual foram enviadas. Alterações em mensagens podem causar uma série de danos na comunicação, e embora o IP Móvel diminua o impacto de invasões já que cada atualização no roteamento afeta cada servidor individualmente, é igualmente necessário proteger as mensagens de controle do roteamento. Naturalmente, um nó móvel trafegando por uma rede estrangeira é muito mais sucessível a invasões do que se estivesse em sua rede de origem.

 

            Para evitar essas situações, o protocolo de IP Móvel utiliza extensões de autenticação, incluídas no final dos pacotes. Elas contêm diversas informações de segurança que, de acordo com o seu tipo, protegem diferentes entidades e partes de mensagens no protocolo de IP Móvel. As extensões de autenticação possuem dois objetivos principais: averiguar a autenticidade do emissor da mensagem e se a mesma não foi alterada durante o percurso. Existem, atualmente, 4 tipos de extensões:

 

Cada uma dessas extensões apresenta flexibilidade que permite que elas possam ser incluídas juntamente com outras em um pacote, sem que haja interferência entre os tipos de proteção. Para que a relação de segurança entre os nós funcione, eles possuem uma série de parâmetros pré-definidos, conhecidos como contexto de segurança. O parâmetro a ser utilizado é então especificado na extensão de autenticação através do valor do Security Parameter Index (SPI). O contexto de segurança é compreendido pelos seguintes componentes:

·        Algoritmo utilizado na criptografia

·        Código compartilhado pelos pares

·        Métodos de proteção contra “replay”

 

Segue uma breve explicação sobre cada um dos métodos de proteção.

-Algoritmo utilizado na criptografia

            Neste metido, o valor do identificador em uma extensão de autenticação é uma mensagem codificada, como se fosse uma impressão digital, gerado por um algoritmo de forma que seja o mais difícil possível de haver outra mensagem que produzisse o mesmo resultado.

-Chave compartilhada pelos pares

            O valor do identificador será gerado usando uma chave. Tanto o emissor quanto o receptor da mensagem calcularão o valor de autenticação utilizando a chave; se ele coincidir, o pacote será aceito. A chave padrão possui 128 bits, porém outras formas de codificação também são aceitas.

 

-Métodos de proteção contra “replay”

Uma tentativa de “replay” ocorre quando um terceiro elemento intercepta um pedido de registro, para então reenviá-lo uma vez que o computador móvel tenha saído da rede. Esse tipo de ataque causará um desvio no fluxo de dados em direção ao invasor.

O protocolo de IP Móvel apresenta duas maneiras de combater esse tipo de ação, mas que agem de forma similar. Ambas agem de forma a gerar um valor único para cada mensagem de registro, de forma que o receptor possa avaliá-la e concluir se ela está sendo reutilizada. Os dois métodos são:

·        Timestamp replay protection

Este método de proteção se baseia na colocação da hora e dia em que a mensagem foi enviada, cabendo ao nó que a receber conferir se o tempo está suficientemente próximo para aceitar a mensagem.

·        Nonces

O nó emissor gera um número aleatório a cada mensagem, protegendo-o com um código de autenticação para evitar alterações durante o tráfego, e checa se o nó receptor enviará o mesmo número na próxima mensagem.