Lasers
Ao contrário das fontes de luz convencionais, que são difusas, o laser é uma fonte de luz colimada, ou seja, altamente direcional e com alta potência óptica, tendo ainda espectro estreito, e principalmente, é uma luz coerente (todos os prótons estão em fase). O menor diâmetro de emissão (o diâmetro de emissão tem valor próximo ao diâmetro do núcleo fibra) garante acoplamento mecânico com menos perdas entre o laser e a fibra, as altas potências ópticas são atrativas para aplicações de maior distância, e o espectro estreito é atraente em aplicações multi-canais. Por essas razões os lasers substituíram os LEDs nas aplicações de fibra óptica em telecomunicações, restando para os últimos somente aplicações pouco críticas, de baixo custo.
Princípio básico de funcionamento
Tipos
 

Princípio Básico de funcionamento dos lasers

Laser é uma sigla que significa Ligth Amplification by Stimulated Emission of Radiation, pois se baseia no fenômeno quântico chamado emissão estimulada de radiação. Basta conseguir-se um meio (gás, cristal, etc - o primeiro laser foi d Rubi, seguido pelo de HeNe ) onde se consiga fazer a inversão de população, injetando energia nesse meio, sendo elétrica, óptica, térmica ou até mecânica, dependendo do tipo de meio. Então, faz-se a luz trafegar no meio com inversão de população.

Princípio Básico de Funcionamento de um laser

 

Os espelhos garantem uma realimentação positiva, ou seja, de um fóton temos dois fótons, que refletem e no caminho de volta se tornam 8 fótons, que refletem e assim sucessivamente, de forma a aproveitar todo o potencial de inversão de população no meio em regime permanente. Essa é uma forma de se gerar luz laser, ou seja, luz colimada e de alta potência.

Tipos de Laser

No tocante a aplicações de telecomunicações envolvendo fibras ópticas, os lasers a semicondutor (laser cujo meio de inversão de população é um substrato semicondutor), também chamados diodos laser, tornaram economicamente viável os sistemas que existem hoje. Destes, duas estruturas principais se destacam: os lasers Fabry Perrot e DFB (Distributed Feedback). Os lasers FB são mais baratos, mas são mais ruidosos, pois são muito susceptíveis a reflexões retrógradas (backreflections), além de que não são monocromáticos, emitem um número discreto de comprimentos de onda. Os lasers FB se dividem em subtipos, entre os quais o BH (buried hetero) e o MQW (multi-quantum well).

Os tipo DFB apresentam melhor relação sinal ruído, espectro mais estreito e com modos laterais suprimidos, maior linearidade, além de serem mais rápidos, sendo preferidos em aplicações analógicas (CaTV) tanto em digitais com modulação direta a taxas mais altas, e são a melhor alternativa em sistemas de alta-capacidade e/ou multicanais.

O VCSEL (Vertcial Cavity Surface Emiting Laser) está disponível na 1a e 2a janela, e leva esse nome pois emite luz por uma cavidade vertical em relação a sua superfície. Este laser é um tipo de MQW em que o lasing ocorre em camadas da espessura de 20-30 átomos, com até 120 refletores de Bragg, que, refletindo diferentes comprimentos de onda em diferentes pontos, sintonizam a luz emitida na região ativa buscando faixa estreita.

Estrutura de lasers VCSEL
Fonte:[2]