Com a implementação da FR em redes reais, percebeu-se a necessidade de especificar mecanismos de sinalização opcionais para considerar três fatores:
A medida que a carga na rede vai aumentando, temos um crescimento linear correspondente na taxa de throughput. O ponto onde esta correspondência é desobedecida, denominamos ponto A. A partir dele a rede começa a realizar o controle de fluxo. Se a carga na entrada continuar aumentando, atingiremos o ponto B, a partir do qual a taxa de throughput passa a diminuir devido ao alto número de retransmissões de um mesmo quadro. Então, para que seja eficiente, a notificação deverá ser no ponto A, antecipando o problema.
A ANSI define dois tipos de mecanismos para minimizar, detectar e recuperar diante de situações de congestionamento, fornecendo controle de fluxo.
O Cabeçalho do quadro apresenta 2 bits para ajudarem nesta tarefa de notificação: o FECN e o BECN. Quando um nó está congestionado, ele irá avisar os nós adiante até o destino e/ou os nós anteriores até a fonte alterando os bits de 0 para 1 nos pacotes que seguem rumo a estes nós.
Protocolos inteligentes nas camadas superiores, tipo TCP, são capazes de detectar
congestionamento através de medidas próprias como o tempo de atraso para ida e volta ou
a perda de um pacote. Esta informação ajuda a regular o número de quadros que serão enviados
em uma mesma janela - envio seguido sem a espera de reconhecimento entre quadros.
O Padrão ANSI define a ECN e a ICN como técnicas complementares.
O que fazer quando os protocolos das camadas acima não estão sendo eficientes? Pacotes serão descartados. Regra Básica! Porém para que não seja aleatória esta escolha, existe um bit que informa se aquele quadro deve ou não ser preservado. O bit DE irá assumir o valor 1 - bom para descarte - quando o emissor do quadro estiver transferindo dados acima da taxa acertada com o provedor para aquele circuito virtual: CIR.
A informação sobre a situação das conexões pode ser obtida através de quadros especiais
de gerenciamento com um endereço DLCI exclusivo que pode ser passado entre a rede e os
periféricos de acesso.
Com estes quadros é possível verificar se a interface ainda está ativa, a validade dos
DLCI's e ainda o estado de congestionamento. Este mecanismo é chamado de especificação LMI
(Local Management Interface).
A sinalização SVC irá realizar a configuração da chamada e a desconexão ao final. O
IA (Implementation Agreement) FRF.4 define as mensagens necessárias e o
procedimento para estabelecer o SVC. Basicamente, a rede checa com o destino se ele
aceita aquela chamada e estabelece o CV em caso afirmativo. No final, uma das estações
deve notificar que o circuito não é mais necessário.
com SVC's o usuário pode solicitar conexões apenas quando precisa e ainda negociar a taxa de
throughput e o tamanho da rajada de dados dependendo da aplicação. Conexão Remota e
Largura de Banda sob demanda são dois exemplos de aplicação.