Mudança nas Redes Atuais


Diversos conceitos básicos que se aplicam a tecnologia de comutação precisam ser revistos antes de descrever como MPLS trabalha.

a) Roteamento é um termo usado para descrever as ações feitas pela rede para mover os pacotes através dela. Nós falamos pacotes que são roteados de a para b, ou estão sendo roteados em uma rede ou uma rede interna. Os pacotes seguem através da rede sendo enviados de uma máquina a outra até atingir seu destino. O protocolo de roteamento (por exemplo RIP, OSPF) capacita cada máquina de compreender qual a outra máquina é o próximo "hop" que um pacote deve fazer para atingir seu destino. O roteadores usam os protocolos de roteamento para construir as tabelas de roteamento. Quando recebem um pacote e têm que fazer uma decisão de encaminhamento, os roteadores procuram na tabela de roteamento usando o endreço IP do destino no pacote, obtendo desse modo a identidade da máquina pertecente ao próximo "hop". A construção das tabelas e seu uso para o encaminhamento podem separados por operações lógicas. A figura abaixo ilustra estas funções a medida que ocorrem no roteador.

Geração das Tabelas de Encaminhamento
GERAÇÃO DA TABELA DE ROTEAMENTO

Encaminhamento do pacote
EMCAMINHAMENTO DO PACOTE

b)Comutação é geralmente usada para descrever a transferência de dados de uma porta de entrada para uma porta de saída onde a escolha da porta de saída é baseada em informação da camada 2 ( por exemplo, ATM VPI/VCI).

c)A componente de controle constrói e mantêm a tabela de encaminhamento do nó em uso. Ele trabalha com componentes de controle de outros nós para distribuir informação de roteamento de forma consistente e precisa, e também assegura procedimentos locais que são usados nas tabelas de encaminhamento. Protocolos de roteamento padrão (por exemplo, OSPF, BGP, e RIP) são usados na troca de informação de roteamento entre os componentes de controle. O componente de controle precisa reagir quando ocorre mudanças na rede ( tal como a falha de um link) mas não é envolvido no processamento individual dos pacotes.

d)Os componentes de encaminhamento executam o encaminhamento dos pacotes. Eles usam as informações a partir da tabela de encaminhamento (que é mantido pelo roteador); esta informação é carregada no próprio pacote e um conjunto de procedimentos locais fazem a decisão de encaminhamento. No roteamento convencional, um algoritmo compara o endereço de destino no pacote com uma entrada na tabela de roteamento até que se encontre um valor vantajoso. Todo este processo é repetido em cada nó da fonte da origem até ao destino. Nos LSR, algoritmos de troca de etiquetas usam as etiquetas dos pacotes e a tabela de encaminhamento baseado em etiquetas para obter uma nova etiqueta e interface de saída para o pacote.

e)A tabela de encaminhamento é um conjunto de entradas em uma tabela que fornece informação que ajuda as componentes de encaminhamento executar as funções de comutação. A tabela de encaminhamento precisa associar cada pacote a uma entrada (tradicionalmente o endereço de destino) para fornecer instruções sobre para onde o pacote deverá ir.

LFIB - Tabela que indica aonde e como encaminhar os pacotes. Criada por equipamentos pertecentes a um domínio MPLS, a LFIB contém uma lista de entradas que consistem de uma sub-entrada de ingresso e uma ou mais sub-entradas de egresso (etiqueta de saída, interface de saída, componentes de saída de nível de enlace). A LFIB é construída baseada nas informações obtidas pelo LSR através da interação com os protocolos de roteamento.

LFIB
LFIB

f)Forwarding Equivalence Class (FEC) é definido como um grupo de pacotes que podem ser tratados de maneira equivalente. Um exemplo de uma FEC é um conjunto de pacotes unicast cujos endereços de destinos é compatível a um prefixo particular de endereço IP. Outro FEC é o conjunto de pacotes cujos endereços de fonte e destino são os mesmos.

g)Uma etiqueta (label) é um identificador relativamente curto e comprimento fixo que é usado no processo de encaminhamento dos pacotes. As etiquetas são associadas com uma FEC em um processo obrigatório do MPLS. As etiquetas são normalmente locais em um link de dados e não têm nenhum significado global (como um endereço). As etiquetas são analálogas ao DLCI usado em uma rede Frame Relay ou o VPI/VCIs usado em um ambiente ATM. O ATM é uma tecnologia que já usa campos fixos de comprimento curto para fazer as decisões de encaminhamento. As etiquetas são restringidas pelas FEC, sendo resultado de alguns eventos que indicam as necessidades no link.

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