Para organizar o processo de gravação e leitura dos dados
gravados no disco rígido, a superfície dos discos é
dividida em trilhas e setores.
As trilhas são círculos concêntricos, que começam
no final do disco e vão se tornando menores conforme se aproximam
do centro. Cada trilha recebe um número, que permite sua fácil
localização. A trilha mais externa recebe o número
0 e as seguintes recebem os números 1, 2, 3, e assim por diante.
Para facilitar ainda mais o acesso aos dados, as trilhas se dividem em
setores, que são pequenos pedaços onde são armazenados
os dados, sendo que cada setor guarda 512 bytes de informações.
Um disco rígido atual possui entre 150 ou 300 setores em cada trilha
(o número varia de acordo com a marca e modelo), possuindo em torno
de 2000 ou 3000 trilhas. Para definir o limite entre uma trilha e outra,
assim como onde termina um setor e onde começa o próximo,
são usadas marcas de endereçamento, pequenas marcas com um
sinal magnético que orientam a cabeça de leitura, permitindo
à controladora do disco localizar os dados desejados.
Além das trilhas e setores, temos também as faces de disco.
Um HD é formado internamente por vários discos empilhados,
sendo o mais comum atualmente o uso de 2 ou 3 discos. Assim como num disquete,
podemos usar os dois lados do disco para gravar dados, cada lado passa
então a ser chamado de face. Em um disco rígido com 2 discos
por exemplo, temos 4 faces.
Como uma face é isolada da outra, temos num disco rígido
várias cabeças de leitura, uma para cada face. Apesar de
possuirmos várias cabeças de leitura num disco rígido,
elas não se movimentam independentemente, pois são todas
presas à mesma peça metálica, chamada braço
de leitura.
O braço de leitura é uma peça triangular, geralmente
feita de alumínio, que pode se mover horizontalmente.
Exemplificando, para acessar um dado contido na trilha 982 da face de disco
3 por exemplo, a controladora do disco ativa a cabeça de leitura
responsável pelo disco 3 e a seguir ordena ao braço de leitura
que se dirija à trilha correspondente. Não é possível
que uma cabeça de leitura esteja na trilha 982, ao mesmo tempo que
outra esteja na trilha 5631 por exemplo, justamente por seus movimentos
não serem independentes. Já que todas as cabeças de
leitura sempre estarão na mesma trilha de seus respectivos discos,
deixamos de chamá-las de trilhas e passamos a usar o termo "cilindro".
Um cilindro nada mais é do que o conjunto de trilhas com o mesmo
número nos vários discos. Por exemplo, o cilindro 1 é
formado pela trilha 1 de cada face de disco, o cilindro 2 é formado
pela trilha 2 de cada face, e assim por diante.
Em essência, quando falamos em trilhas e cilindros, estamos usando
nomes diferentes para falar sobre a mesma coisa.