A aplicação do modelo CORBA acontece para promover a intercomunicação de objetos distribuídos em uma rede de computadores, a fim de executar alguma tarefa.
Entretanto, o CORBA é apenas
uma parte de uma outra tecnologia também proposta pela OMG, a OMA
(Object Management Architecture), a qual compreende quatro componentes,
descritos da seguinte maneira:
Orientados
ao Sistema: ORB's, Objetos de Serviços
Orientados
a Aplicação: Objetos de Aplicação, Facilidades
Comuns
ORB (Object Request Broker): componente definidor do barramento comum para a troca de mensagens entre os objetos;
Objetos de Serviços (Common Object Services): serviços implementados por objetos do sistema, utilizados para ampliar a funcionalidade do barramento de objetos (ORB);
Facilidades Comuns (Common Facilites): definem facilidades e interfaces no nível de aplicação;
Objetos de Aplicação (Application Objects): são os objetos.
O ORB é o "coração" da OMA, e por conseqüência, do CORBA também, e exerce o papel de middleware entre os componentes, o ORB é responsável por toda comunicação e interação entre os objetos, ele intercepta a chamada e fica responsável em encontrar um objeto que atenda as necessidades do pedido, encontrando o objeto, o ORB passa os parâmetros para o mesmo, invoca os métodos necessários dele, e retorna para o objeto que solicitou o pedido, os resultados de todo esse procedimento. Dessa maneira, o usuário não precisa se preocupar onde tal objeto está localizado, em que sistema operacional ele roda ou qual programa foi usado para desenvolvê-lo.
Os Objetos de Serviços gerenciam os objetos (criação, controle, rastreamento). Quanto aos Objetos de Aplicação e Facilidades Comuns, pode-se dizer que são componentes que estão mais diretamente relacionados com o usuário final, estando intimamente ligados com as invocações dos serviços que o sistema de cada usuário necessite.
A partir desse momento em que já se conhece um pouco dos fatos que rodeiam o CORBA, pode-se falar um pouco sobre essa arquitetura.