Clusters de
Células
Um provedor de serviço de telefonia celular ao adquirir
o equipamento para um sistema em particular está primeiramente
preocupado em como e onde colocar as estações-base,
como gerenciar o seu uso do espectro de rádio e como otimizar
o teletráfego para o equipamento em questão. O planejamento
do sistema depende de vários fatores, e podemos começar
pela consideração de que uma rede celular está
utilizando FDMA, ou uma combinação de FDMA e TDMA.

Cada estação-base transmite e recebe de um número de unidades móveis localizadas na sua área de cobertura. Esta área é denominada de célula. Estações-base são posicionadas de forma que as células se sobreponham parcialmente com outras células nas proximidades dos seus limites, como mostra a figura 1. Suponha que uma unidade móvel inicie uma ligação na posição S na célula C, siga a rota mostrada pela linha pontilhada, e termine a chamada na posição F na célula B. Em algum ponto dentro da sobreposição ou região de handover ou handoff (região sombreada) o nível do sinal de recepção na unidade móvel estará abaixo de um limite pré-estabelecido para o sistema e menor do que o sinal recebido pela estação-base B. A sinalização entre a unidade móvel, as estações-base e os centros de controle resultam em instruções para a comunicação com a unidade móvel ser manipulada pela estação-base B, de forma a manter a qualidade da chamada.
As células são arrumadas em clusters, e geralmente
cada cluster utiliza todo o espectro de frequência
disponível. Os clusters são arrumados de
forma que o espectro limitado possa ser reutilizado diversas vezes
dentro de uma vasta área geográfica, com cada cluster
suportando o mesmo número de usuários. A figura
2 mostra 2 clusters de quatro células, onde as células
A0, B0, C0 e D0 formam o cluster0,
e as células A1, B1, C1 e D1
formam o cluster1. Para as células A0 e A1
são concedidos os mesmos conjuntos de canais que são,
a princípio, no exemplo, um quarto do número de
canais disponíveis. Comentários similares podem
ser feitos para B0 e B1, C0 e C1,
D0 e D1. Observe que unidades móveis nas
células A0 e A1 utilizam os mesmos canais,
e consequentemente estes podem interferir uns com os outros. Esta
interferência esta contida em limites aceitáveis
devido a distância entre as células. Conforme as
unidades móveis passam de uma célula para outra,
a qual pode estar em um cluster diferente, são concedidos
canais diferentes, o que também siginifica uma frequência
portadora diferente. É importante observar que conforme
um cluster utiliza todos os canais disponíveis,
então se o tamanho das células diminui, o tamanho
do cluster também diminui, e o número de
canais por unidade de área aumenta. A maneira mais efetiva
de aumentar a capacidade da rede é diminuir o tamanho das
células, embora a complexidade da infra-estrutura da rede
aumente.

A capacidade de uma rede também depende do número
de células por cluster, e quanto menor for o número
de células por cluster maior será a capacidade.
Isto ocorre porque com menos células mais banda de frequência
pode estar disponível por célula, e por consequência,
mais canais estarão disponíveis. O teletráfego
em Erlangs é não-linearmente relacionado ao número
de canais em uma estação-base, e um crescimento
desproporcional no teletráfego é obtido para um
dado aumento no número de canais nas estações-base.
