Biometria - Varredura de Retina

Introdução

  Atualmente, autenticação de pessoas, ou seja, a capacidade de garantir se uma determinada pessoa é quem alega ser, é um componente fundamental na sociedade, devido a exigências de segurança. Tradicionalmente, ela é feita a partir de senhas e esse método continuará sendo essencial nos próximos anos. Entretanto, autenticações poderosas, capazes de garantir com grande grau de certeza que um usuário é quem ele alega ser, estão sendo utilizadas mais rotineiramente. A biometria está sendo utilizada em algumas dessas poderosas tecnologias de autenticação.

 

A autenticação biométrica, ou simplesmente biometria refere-se à automática identificação de uma pessoa baseada em sua anatomia ou comportamentos característicos. Esse método é poderoso por diversos fatores, tais como a necessidade de a pessoa estar fisicamente presente no local e não haver necessidade de decorar senhas ou lembretes.

 

O desenvolvimento e disseminação das diversas formas de biometria tiveram possibilidade devido ao grande avanço do poder computacional, com a evolução dos processadores e às necessidades de um mundo globalizado. Nessa nova era, dados e informações são equivalentes a dinheiro e, com o aumento do uso de computadores como centralizadores de informações e a conexão mundial em rede e forte atuação de hackers, novos métodos de segurança passam a ser necessários.

 

Por esse motivo, o sistema simples de segurança por senha, burlado por diferentes técnicas (algoritmos de força bruta entre outros), está perto de desaparecer em inúmeras aplicações. Substituindo o modelo antigo por biometria, a nova técnica pode prevenir potencialmente o acesso não autorizado ou o uso fraudulento de caixas eletrônicos, celulares, cartões de crédito, computadores pessoais, redes de computadores entre outros exemplos.

 

Desde o fim dos anos noventa, quatro fatores combinados possibilitaram biometria ser uma solução viável de segurança. São eles: redução de custo, redução de tamanho de hardware, incremento em acurácia e facilidade de utilização. Mas biometria é muito mais que simplesmente uma substituta para senhas. Milhões de pessoas em todo mundo usam essa tecnologia em variadas aplicações, como registro de voto em alguns países, viagem internacional, registro de aulas assistidas e ministradas como é exigido, por exemplo, no Brasil, para avaliação teórica de motorista, dentre inúmeras outras.

 

Nesse trabalho, será desenvolvido um estudo sobre a biometria por varredura de retina, uma das mais antigas.

 

Biometria de Varredura de Retina

 

O mapeamento de retina é considerado uma das tecnologias de autenticação biométrica mais confiáveis. O sistema vascular do fundo dos olhos é, a princípio, imutável durante toda a vida, exceto em casos extremos, como o aparecimento de doenças degenerativas ou acidentes muito traumáticos para a região. Ele também é diferente de pessoa para pessoa, mesmo em gêmeos idênticos, e é interno ao olho. Dessa maneira, é muito difícil burlar o método com o uso de modelos artificiais.

           

              Esse método é ainda bastante caro, mesmo tendo havido redução de custos em muitos dos componentes empregados na tecnologia, e o mapeamento é lento. Há ainda outros desafios a serem vencidos para a disseminação da tecnologia, explicados durante a evolução do trabalho.

 

Antes disso, contudo é interessante apresentar resumidamente a história dessa biometria: na década de 1930, estudos comprovaram que a distribuição dos vasos sanguíneos presentes ao fundo dos olhos de um humano é única para cada indivíduo. Em 1976, a empresa EyeDentify foi fundada e desenvolveu, em 1984, os primeiros dispositivos de mapeamento de retina usados comercialmente.

 

A seguir, ilustraremos o marco da expansão dessa biometria com a tradução de partes de uma reportagem da CNN (Estados Unidos):

A grande maioria de criminosos são identificados por fotografia (aparência facial) e impressões digitais. Mas a ‘Sociedade de Plástica e Reconstrução Cirúrgica’ tem mostrado casos onde há alteração facial completa. E espertos malfeitores como Homer Van Meter podem mutilar suas pontas dos dedos com ácido e dificultando a comparação com a arquivada... Semana passada, um criminologista chamado Carleton Simon expôs detalhadamente um método de identificação em que nenhum criminoso poderia driblar sem que cegasse a si mesmo. Dr. Simon usaria a distribuição de vasos sanguíneos no pano de fundo circular do olho... e a chance de pessoas terem a mesma distribuição é tão improvável quanto duas pessoas terem as mesmas impressões digitais”. Retirado de [8]